sexta-feira, 25 de julho de 2014

General Marshall era contra

o reconhecimento do

Estado de Israel

sex, 25/07/2014 - 11:43   Luis Nassif Online   imagem de alexis
Motta Araujo

O Secretário de Estado do Presidente Truman, o lendário general George Marshall, o grande estrategista aliado da Segunda Guerra, autor do 'Plano Marshall' que reconstruiu a Europa devastada, era terminantemente contra a criação do Estado de Israel e lutou tenazmente contra a decisão do Presidente Truman de aprovar o reconhecimento em 29 de novembro de 1947, atendendo a uma máxima pressão do lobby de 26 Senadores pró-Israel(de ascendência judaica) no Senado americano.
A decisão do reconhecimento da partição do mandato britânico da Palestina seria, segundo Marshall, um IMENSO ERRO POLÍTICO que traria um conflito permanente no Oriente Médio(como, afinal, ocorre desde aquela época). A partição entregou 56% da Palestina a 650.000 habitantes judeus e 44% para 1.300.000 arabes palestinos, dos quais mais de 30% eram cristãos.
Contra a decisão do reconhecimento não estava apenas o General Marshall mas também todos aqueles que CONHECIAM O ORIENTE MÉDIO, a nata da diplomacia americana, Robert Lovett, Dean Acheson, Charles Bohlen, George Kennan,  eram a cúpula do Departamento de Estado, nºs 1, 2, 3 e 4, todos se reuniram com Truman em 10 de novembro de 1945 para debater sobre o tema.
David Ben Gurion, primeiro mandatário de Israel, aceitou a partilha contra a vontade, como manobra tática, pois sua intenção era ter TODA A PALESTINA para os judeus, não somente 56% mas preferiu aceitar na ONU a proposta na mesa, por razões táticas, segundo disse a seu circulo íntimo, detalhes no link abaixo.
Às 0 horas de 15 de maio de 1948, o Exército Britânico se retirou da Palestina e um minuto depois começaram as hostilidades entre árabes e judeus.
O registro completo dessas discussões, negociações, demarches está nas memórias do famoso advogado, conterrâneo de Truman em Saint Louis,  Clark Clifford, que veio para Washington junto com Truman assim que este assumiu a Presidência, sendo nomeado muito depois por Truman Secretário da Defesa. Clifford publicou suas memórias, em parceria com Richard Holbrooke, o principal diplomata americano para o Oriente Médio no pós-guerra, memórias que foram publicadas na revista New Yorker em 25 de março de 1991.
Cifford tinha 37 anos quando chegou a Washington, viveu muito e suas memórias são um relato preciso de como seu deu a criação do Estado de Israel pelas mãos de Truman, declaradamente por causa do lobby judaico na política americana.
Ao ser interpelado pelos diplomatas com Marshall à frente porque iria cometer esse erro, Truman declarou "porque eu preciso dos votos dos eleitores judeus e aqui nos EUA não tem eleitores árabes".
Quem quiser maiores detalhes ler o relato abaixo com completa narrativa desses acontecimentos históricos que repercutem até hoje.

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