sexta-feira, 20 de junho de 2014

Com a apologia do “qualquer 


protesto serve”, a mídia criou 


“hooligans” no Brasil                


 Fernando Brito   
blac
Saiu à tarde, nesta quinta-feira-19,  a primeira notícia realmente triste do Mundialde futebol. 
Porque argentino e chileno tentando entrar nos jogos da sua seleção no “embalo”, sem ingresso não tem nada de mais, embora não se possa “deixar rolar”.
Embora a imprensa tente mostrar isso como um problema do Brasil, todo mundo sabe que o acesso aos estádios é controlado pela Fifa, com seu “padrão”.
Mas um grupo de brasileiros, vestidos de preto, carregando rojões e até facas, partiu para cima de torcedores ingleses na Fan Fest, em São Paulo,  montada para o jogo entre as seleções da Inglaterra e do Uruguai, atirando  bombas na direção do grupo.
Não há nenhum entrave no Brasil à liberdade de manifestação.
Todos os confrontos que se deram ocorreram quando pequenos grupos tentaram tumultuar o acesso aos estádios, o que nada tem a ver com manifestação.
Tanto que os sem-teto fizeram sua marcha, pacificamente.
Este tipo de  ato de selvageria era comum aos “hooligans”, pseudotorcedores ingleses, muitos deles  neonazistas, que adoravam uma pancadaria.
Jamais foi “tática” de movimento popular ou progressista.
Mas a deformação do “contra este Governo, tudo pode”, que tomou conta da mídia e de alguns babacas que aderiram ao “blaquibloquismo", conseguiu produzir essas coisas.

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